A iniciativa inclui uma série de palestras em todas as unidades regionais, com foco na prevenção do suicídio, violência de gênero, uso problemático de substâncias e apoio psicológico.
Jueves 7 de agosto de 2025
O Governo de Santa Fe, por meio dos Ministérios da Justiça e Segurança, e da Saúde, desenvolve um programa abrangente de saúde mental voltado para policiais e agentes penitenciários em toda a província. A iniciativa, que teve início em 2024 sob o âmbito da Direção de Bem-Estar das Forças de Segurança, inclui ciclos de palestras e serviços de acompanhamento implementados em todas as unidades regionais.
Nesse sentido, o Ministro da Justiça e Segurança, Pablo Cococcioni, enfatizou a importância de "ter uma agenda de trabalho para cuidar de quem cuida de nós, onde as políticas de bem-estar do nosso pessoal sejam uma prioridade. O governo vem investindo significativamente em equipamentos, infraestrutura e tecnologia. Agora, há algo que está no cerne de uma política de segurança, como qualquer política governamental, e é a pessoa que a executará. Portanto, queremos realmente ter uma política que coloque nossos policiais e nosso serviço prisional em primeiro lugar, entre os mais treinados, os mais qualificados e aqueles que realmente têm uma política de monitoramento e formação integral."
"Portanto, estamos trabalhando para mudar a demografia de uma força de segurança; essas não são coisas que se fazem com um soco na mesa; exigem planejamento e ação sustentada ao longo do tempo. Queremos claramente virar a página e nos aproximarmos da nossa polícia e da nossa penitenciária, porque eles não são apenas funcionários públicos que devemos cuidar, valorizar e treinar, mas também porque fazem parte das políticas públicas", continuou Cococcioni.
O diretor provincial de Bem-Estar, Ignacio Paz, explicou que isso faz parte do ciclo Falemos de Saúde Mental, um espaço de trabalho junto às forças que aborda diversos temas: "Abordamos o uso problemático de substâncias, a saúde mental em geral, a violência de gênero, e trabalhamos com toda a equipe de psicólogos e assistentes sociais", explicou.
O programa inclui protocolos contínuos de apoio psicológico. "Quando as pessoas entram no protocolo, os riscos diminuem. Ao contrário, se não forem acionados a tempo, as situações podem se agravar", afirmou. Por isso, enfatizou, o objetivo é chegar antes: "Queremos que todos conheçam os recursos disponíveis. Por isso, as palestras também são espaços de troca, onde os participantes podem se expressar e pedir ajuda."
Dispositivos de atendimento
A Direção de Bem-Estar enfatiza a importância de acompanhar aqueles que, devido ao seu trabalho, enfrentam altos níveis de estresse e exposição a situações traumáticas. Foram criados dispositivos de atendimento presencial e virtual, individual e em grupo, garantindo a confidencialidade. Além disso, existem protocolos específicos para casos de ideação suicida, violência de gênero e uso problemático de drogas.
A subsecretária de Saúde Mental, Liliana Olguín, destacou a importância da abordagem interministerial: "A capacitação é fundamental, e a articulação entre as diversas áreas é necessária para abordar essa questão de forma abrangente", disse ela. Para Olguín, a situação atual exige esforços redobrados: "Estamos passando por um período complexo. Precisamos cuidar de quem cuida da gente todos os dias."
Aliás, enfatizou sobre a importância da construção de redes institucionais: “Prevenção, assistência e posvenção (ações e intervenções após um evento) exigem um trabalho coordenado. Construir uma rede nos permite responder melhor, mesmo nos momentos mais críticos, como após um suicídio consumado.”
Nesse sentido, a Direção de Bem-Estar Social também trabalha para facilitar o acesso a prestadores para aqueles que precisam de atendimento e não conseguiram obtê-lo. “Nossa tarefa também é garantir que cada pessoa possa ser ouvida e devidamente atendida”, eles sustentam.
O programa conta ainda com a atuação ativa da Área de Gênero, que tem papel central na detecção e abordagem de situações de violência dentro da instituição. Suas linhas de atuação incluem o acompanhamento de mulheres e pessoas LGBTIQ+ do sistema policial que vivenciam situações de violência de gênero; intervenções em resposta a denúncias feitas por civis contra agentes policiais; e acompanhamento no local de trabalho por motivo de gênero.
Essa abordagem é coordenada com organizações como os Centros de Assistência Judiciária (CAJ), as Equipes do Sistema de Proteção Integral (ESPI), as áreas locais de gênero, o Programa de Atendimento Psicológico ATE-Iapos e a Direção Provincial de Habitação.
Canais de atendimento
• Área de Bem-estar: (0341) 4721813 - Ramal 45831 | (0342) 154467553
bienestarenlapolicia@santafe.gov.ar / salud.bienestar@santafe.gov.ar
• Área de Gênero: (0342) 155380139 (zona centro-norte) / (0342) 155287642 (zona sul)
generoseguridad@santafe.gov.ar