No marco da Região Centro, o governador de Santa Fe se reuniu com seus pares de Córdoba, Martín Llaryora, e de Entre Ríos, Rogelio Frigerio, para analisar a situação do setor produtivo.
Martes 28 de enero de 2025
O atual presidente pro tempore da Região Centro, o governador de Santa Fe, Maximiliano Pullaro, recebeu na terça-feira a seus pares de Córdoba, Martín Llaryora, e de Entre Ríos, Rogelio Frigerio. O objetivo do encontro foi analisar a situação do setor agropecuário. Após o encontro, realizado na sede do Governo em Rosario, Pullaro afirmou: “Em função da redução de impostos que o presidente tem se comprometido fazer, o próximo imposto que o governo federal deve reduzir tem que estar diretamente associado ao campo e têm de ser as retenções”.
“O campo no momento não dá mais -acrescentou-. Tem que se levar em conta que se não são tomadas medidas urgentes, o campo vai falir. Isso vai trazer um impacto forte e negativo para cada uma de nossas províncias. O impacto das retenções da Região Centro é 70% do que se arrecada por esse tributo, porque estas três províncias são as que mais produzem na República Argentina”.
Nesse marco, o governador de Santa Fe mencionou “mais números para mostrar os aportes desse setor que tanto se esforça. O produtor agropecuário não manda o dinheiro ao exterior, senão investe em tecnologia, maquinaria e na roda da economia e no momento não da mais. Com o ministro da Fazenda fizemos contas do que aportou nossa província em termos de valores de equipamentos: nos últimos 6 anos a província de Santa Fe aportou 22.000 colheitadeiras e 150.000 tratores pelas retenções ao governo federal”.
Investir em infraestrutura rural
Seguidamente Pullaro explicou que “no momento devemos acompanhar o campo. Estamos dispostos a fazer nossa parte, embora nossa pressão fiscal seja extremamente baixa. A província de Santa Fe ano passado, quanto ao imposto imobiliário rural, arrecadou 14 milhões de dólares somente e incluiu em políticas ao campo, e os setores produtivos 343 milhões de dólares. Quer dizer, mais de 22 vezes. Não podem nos dizer que o problema da pressão fiscal é por causa dos tributos que as províncias cobramos”.
“Nesse sentido, cada uma das províncias da Região Centro nos comprometemos a investir 100% dos recursos que vêm do campo em infraestrutura rural. A Região Centro é campo e é indústria, tem a ver com a identidade coletiva de cada um de nossos povoados. Por isso nesse momento crítico da República Argentina pedimos que olhem para esse interior produtivo”, finalizou Pullaro.
Motor do desenvolvimento
Por sua parte, Llaryora afirmou: “Tem de reagir antes que seja tarde. Temos que entender que o campo tem ajudado todos esses anos a Argentina, tem colaborado com o país. Mas hoje as condições internacionais, climáticas e financeiras fazem com que o campo não dê mais, e faz com que o campo, se não tivermos um clima favorável, muitos de nossos produtores vão falir. Então as medidas que nós estamos tomando não são suficientes para sair dessa crise porque não temos mais medidas, porque a maior parte são as retenções”.
Finalmente, o governador de Entre Ríos reconheceu que "essas reuniões para nós são determinantes" e comentou que "discutimos diferentes temas, mas a crise do setor agropecuário foi um dos mais relevantes que tratamos. Concordamos com pedir ao governo federal a possibilidade de reduzir a pressão impositiva de maneira urgente para o setor, que é o motor do desenvolvimento da Argentina. A pressão impositiva do governo federal especificamente sobre o campo supera 66%, no entanto, no caso das províncias é menor que 5%".
Participaram também da atividade, por parte da província de Santa Fe, os ministros do Desenvolvimento Produtivo, Gustavo Puccini, da Fazenda, Pablo Olivares, e de Governo e Inovação Pública, Fabián Bastia, e a representante da Região Centro por Santa Fe, Claudia Giaccone; por parte de Córdoba: os ministros de Infraestrutura e Serviços Públicos, Fabián López; o secretário de Integração Regional e Relações Internacionais, Juan Carlos Massei, e o legislador Miguel Siciliano; por parte de Entre Ríos: o ministro do Governo e Trabalho, Manuel Troncoso; os secretários de Orçamento e Finanças, Uriel Brupbacher, e de Agricultura, Pecuária e Pesca, Raúl Boc Ho, e o presidente do Ente Região Centro e Integração Regional, Jorge Chemes.