O governador Maximiliano Pullaro presidiu nesta segunda-feira a abertura das propostas para a reforma completa da pista do Aeroporto Internacional Rosario “Islas Malvinas”. O projeto, com um orçamento de 34,8 bilhões de pesos, será totalmente financiado pela província. Três empresas apresentaram propostas.
“O Governo Nacional sumiu e decidiu não levar adiante a obra. Estamos nos preparando financeiramente para isso porque Rosario e a região não podem ficar para trás, e porque Santa Fe se prepara para se tornar uma potência”, afirmou Pullaro, que enfatizou que a decisão provincial responde à necessidade de contar com infraestrutura moderna para o desenvolvimento produtivo. “Não era justo que o aeroporto de Rosario, com todo o seu significado para a região e seu potencial, estivesse nessas condições. É por isso que decidimos fazê-lo nós mesmos”, afirmou.
Pullaro também enfatizou que a obra faz parte de um processo de "transparência nas contratações" e de uma política de "pagamento no tempo e forma devidos com recursos provinciais, em um contexto em que a Argentina interrompeu as obras públicas". Ele afirmou que Santa Fe não deterá seus projetos: "Estamos acelerando o ritmo das obras públicas com recursos próprios porque a infraestrutura é a base para o desenvolvimento do sistema produtivo".
“Investir é comprar futuro”

O governador pediu foco no interior produtivo, onde províncias como Santa Fe e Córdoba "demonstramos que podemos reduzir os custos do Estado e investir onde corresponder, arcando com os custos políticos que devem ser pagos".
"Quando tivermos a infraestrutura viária necessária, conseguiremos baratear a logística; com os gasodutos, os custos de produção e com o plano de conectividade, poderemos comercializar e capacitar ao mesmo ritmo em toda a província. Para nós, investir é comprar para o futuro, e esse futuro é único", concluiu.
Compromisso provincial
A cerimônia contou com a presença do Ministro do Desenvolvimento Produtivo, Gustavo Puccini; da Secretária de Transporte e Logística, Mónica Alvarado; do Presidente do Conselho de Administração do aeroporto, Esteban Breto; do gerente geral, Juan Pío Drovetta; do Presidente da Câmara Argentina da Construção, Mariano Schor; e representantes das três empresas licitantes: Néstor Julio Guerechet S.A. ($ 45,695 bilhões), Obring S.A. ($ 36,924 bilhões) e Vial Agro S.A. ($ 43,469 bilhões).
Puccini afirmou que a Província está "comprometida em fazer de Rosario uma porta de entrada e saída para o mundo. Esta cidade é uma das mais importantes do país e precisa ter a melhor infraestrutura aeroportuária para atuar em alto nível". Ele enfatizou que a localização estratégica de Santa Fe "nos torna um hub logístico que exige a modernização de portos e aeroportos para fortalecer destinos comerciais, produtivos e turísticos".
Alvarado qualificou o projeto como "histórico e estratégico" para a província e elogiou o fato de o processo de licitação ter sido realizado "com total transparência, eficiência e responsabilidade, como os santafesinos esperam".
Modernização Logística
A reforma da pista ampliará a capacidade operacional do aeroporto, incorporará tecnologia de ponta e garantirá condições de segurança que atendem aos padrões internacionais.
A obra também representa um passo fundamental na política de modernização logística da província, visando impulsionar o desenvolvimento produtivo e turístico de Rosario e sua região.
Vale ressaltar que o aeroporto ficará fechado de 20 de setembro a 29 de dezembro de 2025 para a execução das obras.