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Província será querelante no caso federal que investiga o fentanil do Laboratório HLB

Intervirá como parte acusatória no inquérito judicial iniciado pela distribuição de fentanil contaminado do laboratório HLB Pharma, cujos produtos foram retirados do sistema de saúde em maio.


O Governo da Província de Santa Fe se apresentará como querelante no caso que investiga a distribuição de fentanil contaminado pelo laboratório HLB Pharma, atualmente em trâmite no Juizado Criminal e Correcional nº 3 de La Plata.

A apresentação será feita nos próximos dias pela Procuradoria-Geral do Estado, com a intervenção técnica do Ministério da Saúde a partir de informações geradas em sua própria investigação, como parte do processo por meio do qual também foram implementadas todas as medidas preventivas para proteger a população, impedindo o uso do produto após 8 de maio, quando foi emitido um alerta sobre o produto pela Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT).

O papel de querelante permitirá que o governo provincial atue formalmente no processo criminal junto ao Ministério Público, com capacidade para fornecer provas, solicitar medidas cautelares e recorrer a decisões judiciais. O caso tramita na Justiça Federal, tendo em vista que a adulteração de medicamentos é um crime federal tipificado no Código Penal Argentino e, neste caso, compromete gravemente a saúde pública em múltiplas jurisdições.

A medida se baseia no impacto direto que este incidente teve no sistema de saúde de Santa Fe: o fentanil adulterado foi distribuído para unidades de saúde públicas e privadas em toda a província, e se registraram pacientes afetados. Como garantidor do direito à saúde na província, o Estado de Santa Fe toma esta medida para dar andamento ao processo.

Compromisso com a investigação

A decisão faz parte de uma linha de ação institucional iniciada quando o Ministério da Saúde da província de Santa Fe ordenou de forma urgente e preventiva a suspensão do fentanil do laboratório HLB, em linha com os alertas emitidos em todo o país. Poucos dias depois, Santa Fe também proibiu o uso de todos os produtos registrados da empresa; e possibilitou, no sistema público provincial, a compra de substitutos terapêuticos para garantir a continuidade do atendimento.

Juntamente com essas medidas preventivas, e com base na solidez de suas áreas técnicas de levantamento e notificação, ampolas do medicamento foram enviadas para análise ao Instituto Nacional de Medicamentos (Iname), dependente da Anmat; e amostras de pacientes ao Instituto Malbrán para impulsionar a pesquisa que está sendo realizada para determinar se o medicamento foi de fato a causa de infecções pelas bactérias Ralstonia pickettii, Klebsiella pneumoniae (Kpn) MBL e/ou Klebsiella variicola (Kva).

Desde então, a Província vem trabalhando com uma abordagem abrangente por meio de seu Programa de Farmacovigilância, coordenando medidas de saúde e fortalecendo mecanismos de controle e monitoramento de medicamentos em circulação.

Comprometido com a transparência desse processo, o Ministério da Saúde de Santa Fe realizou 69 notificações ao Sistema de Vigilância Sanitária, correspondentes a pacientes que apresentaram suspeita de infecção por exposição ao fentanil contaminado, das quais 35 corresponderam a pessoas que faleceram. Todos os casos fatais receberam medicamentos de lotes contaminados com fentanil, mas a causa da morte ainda está sob investigação. Todos eram pacientes que já haviam sido hospitalizados por outros motivos e receberam a medicação no contexto da intervenção que cada um exigia devido à sua condição clínica.

A Província continua tomando medidas para emitir as notificações correspondentes no âmbito desta investigação, analisando as informações, devido ao trabalho ativo que está sendo realizado para detectar e identificar todos os casos. Nenhum dos casos relatados ocorreu após o alerta sobre o medicamento, demonstrando que as medidas de controle foram eficazes para evitar o uso futuro do produto.

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