O Governo provincial apresentou, na terça-feira passada, uma linha de créditos taxa 0 % para o setor leiteiro, subsidiada pelo Governo de Santa Fe através do Banco de Investimento e Comércio Exterior (BICE), e que se articula através do programa de financiamento “Santa Fe Activa”. A novidade desta linha é que os produtores que pedirem créditos, destinados a investimento produtivo e aquisição de maquinaria, poderão devolvê-los em litros de leite. O Governo de Santa Fe bonifica 100 % da taxa da linha.
A assinatura do convênio foi realizada no Salão Branco da Prefeitura de Esperanza e do ato participaram os ministros do Desenvolvimento Produtivo, Gustavo Puccini; e da Fazenda, Pablo Olivares; o secretário de Planejamento e Gestão para o Desenvolvimento Produtivo e da Bioeconomia da União, Juan Alberto Pazo; e o prefeito da cidade de Esperanza, Rodrigo Müller, entre outros.
Os interessados poderão ter acesso aos créditos de até 250 milhões para aquisição de maquinaria; e até 50 milhões para investimento produtivo.
Os créditos estão destinados a produtores que vendam a usinas aderidas à operatória com o BICE. O pagamento da quota será com litros de leite ao valor do preço do leite segundo o sistema SIGLeA; com um prazo de até 60 meses, incluído o período de graça; e com um período de graça para pagamento de capital de até 6 meses. A taxa de juros é de 0% (o Ministério do Desenvolvimento Produtivo de Santa Fe bonifica 100% da taxa).

Mais ferramentas para os produtores leiteiros
“Tudo isso é uma demonstração de como se trabalha com um Governo federal quando existe uma Província que gerencia. Vamos a cada semana para Buenos Aires, sempre temos tido a possibilidade de reunir-nos, de mostrar projetos, e de apresentar os problemas que temos”, reconheceu Puccini. O ministro santafesino lembrou também que “temos um programa que vinha da gestão anterior, nós o chamamos de Caminhos Produtivos. Ali há um investimento de 8.000 milhões de pesos que estamos destinando aos caminhos com prioridade onde há tambos. Já tem 130 tambos beneficiados, e vamos incorporar um orçamento de mais $ 4.000 milhões”; também assinamos créditos com o Banco de Santa Fe para o setor leiteiro: já se esgotaram 4.000 milhões de pesos que estão pré-acordados para desembolsar”, e “isso com o BICE vem a confirmar outra ferramenta importantíssima do setor: são mais 4.000 milhões que vêm para investimento e capital”.

Previsibilidade
Por seu turno, o ministro da Fazenda explicou que “apresentamos um instrumento que foi se desenvolvendo a partir de entender que é um setor que requer financiamento, mas não qualquer financiamento, são setores que têm uma oscilação de preços em sua atividade e que às vezes podem ter um financiamento que pode chegar a ser barato em termos da taxa de juros, mas que mais tarde o ciclo de seu negócio, sobretudo de preços, pode se tornar um problema”.
Financiar o setor privado
Finalmente, Pazo expressou que “com o Governo de Santa Fe vimos trabalhando desde o primeiro dia para entender como ativar a produção, e isso é um desvelo que temos todos os dias. A Argentina não vai crescer se não há financiamento para o setor privado; a Argentina não vai crescer se o setor privado não cresce”. Destacou nesse sentido que “hoje estamos contentes de poder dizer que foram eliminadas as retenções para toda a indústria do leite por sempre, sem data de retorno”.
O secretário federal acrescentou que “procuramos entender qual era a melhor maneira que um produtor possa ter acesso a esse financiamento, entendendo que os produtores não somos especialistas no mercado financeiro: o que sabemos é produzir, então que melhor ferramenta que pedir um crédito que você vai pagar pelo que você sabe que produz”.
Presentes
Após a assinatura, as autoridades percorreram o estabelecimento “Santa Teresita”. Das atividades participaram também o senador pelo departamento Las Colonias, Rubén Pirola; a deputada provincial Jimena Senn; o secretário de Agricultura e Pecuária da província, Ignacio Mántaras; os diretores provinciais do setor leiteiro, Carlos de Lorenzi; de Assuntos Legais e Desenvolvimento Produtivo, Leila Widder; e de Infraestrutura Rural, Roberto Tion; e o decano da Faculdade de Ciências Veterinárias da Universidade Nacional del Litoral, Sergio Parra, entre outros.